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Tribunal indiano decide que o treinamento da OpenAI com notícias não constitui violação; liminar temporária acabaria com os modelos locais

Uma decisão judicial pôs fim ao debate sobre se o treinamento de IA deveria pagar pelo conteúdo jornalístico na Índia, apresentando um desfecho claro. Em 24 de julho, horário local, o Tribunal Superior de Délhi decidiu que o uso, pela OpenAI, de conteúdo da Asian News International (ANI) para treinar seu modelo de inteligência artificial não constitui violação de direitos autorais.
O juiz Amit Bansal destacou duas razões principais na decisão. Primeiro, as ações da OpenAI se enquadram na exceção de “uso justo” definida pela Lei de Direitos Autorais da Índia. Segundo, a ANI não apresentou provas ao tribunal que demonstrassem que as respostas do ChatGPT copiavam diretamente o conteúdo protegido por direitos autorais da ANI. Esses dois pontos minaram diretamente os fundamentos da ação movida pela ANI.
Mais importante ainda, a sentença rejeitou explicitamente o pedido de liminar. O juiz enfatizou que a concessão de uma liminar provisória nesta fase não apoiaria o desenvolvimento da inteligência artificial, mas, ao contrário, prejudicaria gravemente os projetos emergentes de grandes modelos de linguagem na Índia. Se implementada, a liminar também teria efeitos colaterais negativos generalizados sobre o interesse público — os usuários que utilizam livremente o ChatGPT na Índia seriam os primeiros a sentir o impacto. Em outras palavras, o tribunal ponderou entre “proteger um provedor de conteúdo” e “prejudicar todo o setor e o público” e, por fim, optou pela segunda opção.
Este não é um caso isolado. Anteriormente, veículos de comunicação como o The New York Times entraram com ações judiciais semelhantes contra a OpenAI nos Estados Unidos, e esses casos ainda estão em análise. À medida que disputas semelhantes seguem seu curso de forma independente em diferentes jurisdições, a decisão da Índia abriu, pelo menos, uma brecha na acusação de que “treinamento equivale a violação”.
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