A Databricks adquire duas startups para fortalecer seu novo produto de segurança em IA

A Databricks, com grande volume de recursos provenientes do financiamento de 5 bilhões de dólares obtido no mês passado (sem falar nos bilhões em receita), está em um ritmo acelerado de aquisições.
A empresa, mais conhecida por sua plataforma de análise de dados em nuvem, anunciou na terça-feira o lançamento de um novo produto de segurança chamado Lakewatch. O Lakewatch aproveita a capacidade da Databricks de armazenar grandes volumes de dados e realiza tarefas típicas de SIEM — como detectar e investigar ameaças — por meio de agentes de inteligência artificial alimentados pelo Claude, da Anthropic.
A Databricks adquiriu duas startups para dar suporte a esse novo produto: a Antimatter, em um acordo anteriormente não divulgado que foi concluído no ano passado, e a SiftD.ai, em uma transação finalizada na segunda-feira, segundo informou à TechCrunch.
Os termos financeiros de nenhuma das aquisições foram revelados. A Antimatter, fundada pelo pesquisador de segurança Andrew Krioukov, levantou 12 milhões de dólares em uma rodada liderada pela New Enterprise Associates em 2022, segundo estimativas da PitchBook. A PitchBook não tem conhecimento de que a pequena SiftD.ai tenha obtido algum financiamento.
A SiftD.ai era muito jovem, tendo lançado seu produto apenas em novembro: um caderno interativo (semelhante ao Jupyter) criado como ferramenta para colaboração entre humanos e agentes. A equipe da Databricks conhecia o cofundador e CEO da startup, Steve Zhang, de seus anos como cientista-chefe na Splunk (até 2021). Foi lá que ele desenvolveu a Search Processing Language. Seu perfil no LinkedIn também indica que ele foi CTO da Astronomer, empresa envolvida no escândalo do CEO do Coldplay, mas ele deixou a companhia em 2023 antes de fundar a SiftD.
Segundo o LinkedIn, ambas as startups eram pequenas — com apenas alguns funcionários na SiftD e menos de 50 na Antimatter. A SiftD parece ter sido adquirida com o objetivo de reter seus profissionais. No caso da Antimatter, a Databricks provavelmente também obteve algum patrimônio intelectual. Krioukov demonstrou a tecnologia da Antimatter no palco em 2024, durante o RSA’s Innovation Sandbox Contest. A Antimatter desenvolvia uma ferramenta de “plano de controle de dados” que permite às empresas implantar agentes de forma segura, protegendo ao mesmo tempo dados sensíveis.
Embora a Databricks tenha se recusado a revelar quantos funcionários adquiriu, confirmou que os colaboradores das startups passaram a fazer parte da empresa. Krioukov, que está na Databricks há meses, lidera a equipe responsável pelo Lakewatch.
Perguntamos à Databricks se continuaria buscando startups, e um porta-voz respondeu, de forma prática, que sim, já que a empresa permanece ativa nessa busca constante. “Estamos sempre em busca do próximo passo — nosso objetivo é ficar à frente do mercado e preencher as lacunas nas necessidades dos nossos clientes”, afirmou o porta-voz.
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