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A Firestorm Labs obteve financiamento de 82 milhões de dólares para instalar fábricas de drones em campo.

Em um conflito no Pacífico, a fábrica de drones dos EUA mais próxima fica a milhares de quilômetros de distância. Navios e aeronaves que transportam peças para as linhas de frente estariam sujeitos a ataques. A startup de defesa Firestorm Labs acredita que a solução está em uma fábrica de drones que pode ser instalada dentro de um contêiner de transporte.
Na quarta-feira, a empresa anunciou que arrecadou 82 milhões de dólares em financiamento da Série B, liderado pela Washington Harbour Partners, com participação da NEA, Ondas, In-Q-Tel, Lockheed Martin, Booz Allen Ventures, Geodesic, Motley Fool Ventures e outras instituições, elevando seu total de recursos para 153 milhões de dólares.
A Firestorm não começou como empresa fabricante. Surgiu inicialmente como produtora de drones, mas quando os clientes passaram a solicitar que a produção fosse realocada mais perto das linhas de frente, seus fundadores viram uma oportunidade para mudar de foco.
Dan Magy, CEO da Firestorm Labs, é um empreendedor serial no setor de tecnologia de defesa. Seus cofundadores possuem experiências complementares: Chad McCoy é veterano de operações especiais e o CTO Ian Muceus possui mais de uma dúzia de patentes relacionadas à impressão 3D.
A startup sediada em San Diego produz o xCell, uma plataforma de fabricação em contêiner capaz de imprimir sistemas de drones em menos de 24 horas. Esses drones não são limitados a um único propósito; dependendo das necessidades da missão, podem ser configurados para vigilância ou guerra eletrônica, segundo Magy ao TechCrunch. Quando questionado se as plataformas são capazes de realizar operações letais, Magy confirmou que sim. Todas as plataformas são entregues a comandos operacionais do Departamento de Defesa uniformizados, que as empregam de acordo com a doutrina militar.
Não são apenas startups como a Firestorm que estão prestando atenção nesse tema. O Pentágono considera a logística em condições adversas — manter armas e suprimentos em movimento sob fogo inimigo — uma das seis áreas críticas de tecnologia nacional. A Firestorm gera receita por meio da venda de hardware e de contratos governamentais com todos os ramos das forças armadas dos EUA. O contrato com a Força Aérea tem um teto de 100 milhões de dólares, embora até agora apenas 27 milhões tenham sido comprometidos.
Essa tecnologia já foi utilizada na prática. Atualmente, duas unidades xCell estão em operação no território nacional: uma com o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea em Rome, Nova York, e outra com o Comando de Operações Especiais da Força Aérea na Flórida, afirmou Magy. A Firestorm se recusou a especificar quais unidades no Indo-Pacífico utilizam o xCell, embora afirme que a plataforma já está em funcionamento na região.
Dentro de cada contêiner xCell há uma impressora 3D industrial da HP, responsável por imprimir o corpo e a estrutura externa de cada drone. Segundo Magy, pelo acordo firmado, a Firestorm possui exclusividade global por cinco anos para utilizar a tecnologia de impressão 3D industrial da HP em unidades móveis de desdobramento. As próprias armas não são impressas em 3D e são adicionadas separadamente, segundo o executivo. O Exército também utilizou o xCell para imprimir peças de reposição para veículos de combate Bradley no local, peças que, de outra forma, levariam meses para serem adquiridas, observou o CEO.
O problema vai além da distância. As fábricas fixas são, por si só, alvos potenciais, uma vulnerabilidade que a Ucrânia aprendeu da pior maneira. Além disso, os conflitos modernos se desenrolam com grande velocidade. As lições da Ucrânia mostram que os projetos de drones podem ser modificados em dias, e não em meses, afirmou Magy.
Para a Firestorm, o Indo-Pacífico é o principal foco, onde, segundo a empresa, as dificuldades logísticas dos conflitos modernos são as mais difíceis de resolver. A startup pretende que o xCell alcance plena operação nessa região, “idealmente nos próximos dois anos”, disse Magy ao TechCrunch.
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A startup sediada em San Diego produz o xCell, uma plataforma de fabricação em contêiner capaz de imprimir sistemas de drones em menos de 24 horas. Esses drones não são limitados a um único propósito; dependendo das necessidades da missão, podem ser configurados para vigilância ou guerra eletrônica, segundo Magy ao TechCrunch. Quando questionado se as plataformas são capazes de realizar operações letais, Magy confirmou que sim. Todas as plataformas são entregues a comandos operacionais do Departamento de Defesa uniformizados, que as empregam de acordo com a doutrina militar.
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Dentro de cada contêiner xCell há uma impressora 3D industrial da HP, responsável por imprimir o corpo e a estrutura externa de cada drone. Segundo Magy, pelo acordo firmado, a Firestorm possui exclusividade global por cinco anos para utilizar a tecnologia de impressão 3D industrial da HP em unidades móveis de desdobramento. As próprias armas não são impressas em 3D e são adicionadas separadamente, segundo o executivo. O Exército também utilizou o xCell para imprimir peças de reposição para veículos de combate Bradley no local, peças que, de outra forma, levariam meses para serem adquiridas, observou o CEO.
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