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Musk e Zuckerberg pressionam Trump em conjunto para que suspenda a regulamentação de emergência sobre IA nos EUA
O presidente Donald Trump cancelou repentinamente, na quinta-feira, uma cerimônia muito aguardada de assinatura de um decreto sobre IA, que tinha como objetivo original reforçar a supervisão governamental sobre a inteligência artificial. Segundo fontes internas, o decreto foi descartado na Casa Branca poucas horas antes do evento, após forte oposição por parte das principais empresas de tecnologia.
Trump teria demonstrado pouco interesse em regulamentar a IA desde o início. Mais tarde, ele disse à imprensa que não gostava de certas disposições, temendo que regras excessivamente rígidas pudessem desacelerar a liderança global dos EUA no setor de IA.
O lobby de última hora das grandes empresas de tecnologia mudou o rumo
O cancelamento de última hora foi impulsionado em grande parte pelo lobby coordenado dos líderes do setor de tecnologia. Na noite anterior e na madrugada da data marcada para a assinatura, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e o fundador da xAI, Elon Musk, conversaram diretamente com Trump.
Ambos os magnatas da tecnologia e o assessor de IA da Casa Branca, David Sacks, se opuseram veementemente à ordem executiva. Eles argumentaram que o projeto de lei regulatório promovido pelos “pessimistas da IA” era desnecessário e apenas prejudicaria as empresas de tecnologia americanas durante sua fase de rápido crescimento.
Lutas pelo poder entre departamentos alimentaram conflitos internos na Casa Branca
Além da resistência das grandes empresas de tecnologia, o projeto de decreto também provocou intensas disputas de poder dentro do governo. Órgãos como a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura, que anteriormente liderava as revisões de segurança cibernética e tecnologia, ficaram profundamente insatisfeitos com o fato de o projeto conceder autoridade central ao Departamento do Tesouro.
Além disso, o rascunho exigia que as empresas compartilhassem dados com o governo até 90 dias antes de lançar modelos, gerando debates sobre se isso prejudicaria os testes de segurança com aliados dos EUA. Atualmente, a facção “pró-aceleração” leva vantagem na Casa Branca, e o texto da ordem executiva tem se tornado cada vez mais difícil de coordenar entre interesses conflitantes.
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