China bloqueia acordo de US$ 2 bilhões da Meta com a Manus após investigação

O principal órgão de planejamento econômico da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), anunciou nesta segunda-feira que bloqueou a aquisição, no valor de US$ 2 bilhões, da Manus pela Meta — uma startup de IA autônoma fundada por engenheiros chineses. A empresa havia se mudado para Cingapura antes de Mark Zuckerberg adquiri-la no final do ano passado.
Essa medida é considerada uma das intervenções mais contundentes da China em um negócio transfronteiriço, indo além das tensões habituais entre os EUA e a China e abrangendo o panorama mais amplo da IA. Para a Meta, a decisão pode prejudicar significativamente suas ambições no setor de agentes de IA, que está em rápida evolução.
Sem apresentar qualquer justificativa, a NDRC da China ordenou que ambas as partes revertessem totalmente a transação.
“A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) tomou a decisão de proibir o investimento estrangeiro no projeto Manus, de acordo com as leis e regulamentos, e exigiu que as partes envolvidas desistissem da transação de aquisição”, afirmou.
No entanto, a situação está longe de ser simples. Em março, cerca de 100 funcionários da Manus já haviam se mudado para os escritórios da Meta em Cingapura, com os fundadores assumindo cargos executivos. O CEO Xiao Hong agora se reporta diretamente ao COO da Meta, Javier Olivan. O CEO da Manus, Hong, e o cientista-chefe Yichao Ji estariam sujeitos a proibições de saída que os impedem de deixar a China continental.
“A transação cumpriu integralmente a legislação aplicável. Esperamos uma resolução adequada para a investigação”, disse um porta-voz da Meta ao TechCrunch.
Fundada em 2022 por Hong, Ji e Tao Zhang, a Manus transferiu sua sede da China para Cingapura por volta de meados de 2025. Apenas alguns meses depois, a Meta entrou em contato com a empresa. A Meta anunciou a aquisição da Manus em dezembro de 2025 por um valor estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, com o plano de integrar sua tecnologia de agentes diretamente à Meta AI.
A Meta concordou em adquirir a startup de IA Manus, sediada em Cingapura, sendo que o acordo exige a saída completa da propriedade e das operações chinesas, segundo o Nikkei Asia. Mas as origens da empresa remontam à China. Os fundadores da Manus haviam estabelecido anteriormente sua empresa controladora, a Butterfly Effect, em Pequim, em 2022, antes de se mudarem para Cingapura. Esse histórico chamou a atenção em Washington, onde o senador John Cornyn já levantou preocupações sobre o investimento da Benchmark na empresa, questionando se o capital americano deveria fluir para uma empresa ligada à China, observou o TechCrunch, citando a postagem de Cornyn no X.
A Manus não respondeu ao pedido de comentário do TechCrunch.
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Sem apresentar qualquer justificativa, a NDRC da China ordenou que ambas as partes revertessem totalmente a transação.
“A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) tomou a decisão de proibir o investimento estrangeiro no projeto Manus, de acordo com as leis e regulamentos, e exigiu que as partes envolvidas desistissem da transação de aquisição”, afirmou.
No entanto, a situação está longe de ser simples. Em março, cerca de 100 funcionários da Manus já haviam se mudado para os escritórios da Meta em Cingapura, com os fundadores assumindo cargos executivos. O CEO Xiao Hong agora se reporta diretamente ao COO da Meta, Javier Olivan. O CEO da Manus, Hong, e o cientista-chefe Yichao Ji estariam sujeitos a proibições de saída que os impedem de deixar a China continental.
“A transação cumpriu integralmente a legislação aplicável. Esperamos uma resolução adequada para a investigação”, disse um porta-voz da Meta ao TechCrunch.
Fundada em 2022 por Hong, Ji e Tao Zhang, a Manus transferiu sua sede da China para Cingapura por volta de meados de 2025. Apenas alguns meses depois, a Meta entrou em contato com a empresa. A Meta anunciou a aquisição da Manus em dezembro de 2025 por um valor estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, com o plano de integrar sua tecnologia de agentes diretamente à Meta AI.
A Meta concordou em adquirir a startup de IA Manus, sediada em Cingapura, sendo que o acordo exige a saída completa da propriedade e das operações chinesas, segundo o Nikkei Asia. Mas as origens da empresa remontam à China. Os fundadores da Manus haviam estabelecido anteriormente sua empresa controladora, a Butterfly Effect, em Pequim, em 2022, antes de se mudarem para Cingapura. Esse histórico chamou a atenção em Washington, onde o senador John Cornyn já levantou preocupações sobre o investimento da Benchmark na empresa, questionando se o capital americano deveria fluir para uma empresa ligada à China, observou o TechCrunch, citando a postagem de Cornyn no X.
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