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Anthropic reverte caso de vazamento de código-fonte: engenheiro alegou que a demissão, na verdade, foi um “fishing expert”
A saga do vazamento do código da Anthropic sofreu uma reviravolta hoje, quando foi revelado que Kevin Naughton Jr., o engenheiro que alegou ter sido demitido por compartilhar acidentalmente um pacote de código, na verdade nunca foi funcionário da empresa. A “carta de desculpas” que circulava nas redes sociais era, na verdade, uma manobra de marketing altamente calculada, destinada a promover sua startup, a Ferryman .

Embora a narrativa sobre sua demissão tenha sido inteiramente inventada, a exposição do código-fonte do Claude Code foi um verdadeiro descuido de engenharia. Especialistas em segurança observam que o enorme impacto dessa farsa decorreu do fato de ela ter se baseado em uma vulnerabilidade real e subjacente.
A realidade absurda: vazamentos reais e falsos “bodes expiatórios”
Ao analisar o incidente, a Anthropic expôs inadvertidamente uma parte significativa do código-fonte ao publicar o Claude Code no repositório npm, em grande parte devido à inclusão de .map arquivos. Kevin aproveitou esse erro real, inventando a identidade de um funcionário para “assumir a responsabilidade” e até mesmo inseriu o código de desconto de sua empresa nos comentários da postagem.
Essa “aproveitamento oportunista da tendência” gerou críticas generalizadas, mas destacou a intensa ansiedade em torno da disseminação de informações no setor de IA. Em um cenário de mídias sociais onde verdade e ficção se confundem, um erro técnico genuíno tornou-se o catalisador de uma batalha acirrada pela atenção.
Detalhes técnicos: o que exatamente havia no código vazado?
Apesar do falso “bode expiatório”, as 500 mil linhas de código divulgadas publicamente revelaram-se uma mina de ouro para os desenvolvedores. Uma análise preliminar do código-fonte vazado revela que o Claude Code integrava vários recursos avançados:
Comandos de proxy totalmente automáticos: registros detalhados que mostram como os agentes executam instruções complexas em um ambiente local.
Matriz de prompts do sistema: insights sobre como a Anthropic utiliza engenharia precisa de prompts para orientar o comportamento do modelo.
Modos ocultos: o código inclui o “Modo Secreto” e o “Modo de Contornar Permissões”, confirmando que a Anthropic está experimentando estratégias mais sofisticadas de controle de permissões.
Essa farsa, uma mistura de “acidente real + identidade falsa”, se destaca como um dos eventos mais irônicos da comunidade de IA em 2026. Ela não apenas expôs uma negligência grave nos processos de CI/CD da Anthropic, mas também demonstrou como a seriedade da tecnologia está sendo desconstruída na era do tráfego viral.
Para a Anthropic, restaurar a confiança em seu rigor de engenharia pode ser mais urgente do que remover o código restante do GitHub. Embora essa tática de marketing de “pesca” tenha sido absurda, ela ressaltou uma dura realidade: a infraestrutura das principais empresas de modelos de grande porte continua frágil, apesar de sua rápida expansão.
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